A Leapmotor promoveu a chegada do B10 Ultra-Híbrido às concessionárias brasileiras em 15 de outubro de 2026, com preço anunciado de R$ 179.990. O preço foi anunciado como condição de lançamento por tempo determinado, sem data final nesse comunicado. O modelo já havia sido detalhado pela marca em 28 de setembro; a notícia de outubro trata da chegada à rede e das experiências com o público.
O B10 REEV acrescenta à família uma configuração com motor a gasolina usado como gerador. A diferença para o B10 exclusivamente elétrico começa na fonte de energia disponível durante o trajeto.
Quem movimenta as rodas
O motor elétrico traseiro entrega 218 cv e 240 Nm, segundo a fabricante. Ele recebe energia de uma bateria LFP de 18,8 kWh e é o responsável pela tração. O motor 1.5 a gasolina pode alimentar o sistema elétrico e recarregar a bateria, sem ligação mecânica para mover diretamente as rodas.
Abastecer e conectar a uma estação são duas maneiras de fornecer energia ao conjunto. Quando o gerador é acionado, a energia que chega ao motor elétrico também depende do combustível consumido.
O comunicado técnico de lançamento informa tanque de 50 litros, arrefecimento líquido da bateria e possibilidade de recarga externa em corrente alternada e contínua.
68 km elétricos e 900 km combinados medem coisas diferentes
A página brasileira do B10 anuncia 68 km de autonomia elétrica no ciclo PBEV-Inmetro. Já os até 900 km divulgados pela marca são o alcance combinado no ciclo WLTP, considerando bateria e combustível.
A diferença não é uma margem de erro entre ensaios: mudam o procedimento e os recursos energéticos incluídos. Para planejar recarga diária, a referência relevante é a elétrica; para viagens com abastecimento, entra a autonomia total.
Como referência, o Haval H7 anuncia 92 km elétricos no Inmetro. Nesse aspecto, a comparação é com os 68 km do B10, sob o mesmo procedimento, e não com os 900 km combinados. Porte, preço e tração continuam sendo diferenças importantes entre os dois SUVs.
Em um exemplo hipotético de 40 km por dia, a distância fica abaixo dos 68 km de referência, mas não demonstra que o gerador permanecerá desligado em todo percurso. Condições de uso e estratégia eletrônica também importam. Com recarga frequente, é possível repor energia enquanto o carro já estaria parado; dependendo apenas do gerador, a rotina passa a incluir consumo de gasolina.
A marca anuncia recarga de 30% a 80% em até 18 minutos. O dado descreve uma janela de carga, não o tempo de 0% a 100%, e depende das condições e do equipamento. A reportagem da Quatro Rodas detalha limites de 6,6 kW em AC e 46 kW em DC.
Entre os equipamentos anunciados estão sete airbags, central de 14,6 polegadas, câmeras de 360 graus e assistências de nível 2, que exigem supervisão do motorista. O tanque e o gerador ampliam as possibilidades de viagem, enquanto o local de recarga e a quilometragem diária definem quanto cada fonte de energia participará do uso.



